Mulheres contam os desafios e as alegrias de serem mães após os 30

Maturidade é um dos motivos para a escolha de algumas uberlandenses.
Mas nem todas conseguem engravidar devido à idade e podem adotar.

“Não imagino como consegui ficar tanto tempo sem ser mãe”. Esta é uma
das frases que invade os pensamentos da empresária Analú Guimarães, de
36 anos. Ela teve o seu primeiro filho há menos de dois anos e a rotina,
que antes girava em torno da casa e da empresa, hoje ganhou cor,
brinquedos e sorrisos.

E é buscando a mesma felicidade de Analú, que a bióloga Sâmela
Vieira, de 30 anos, tenta há três meses engravidar e viver o gosto que a
empresária vive. Por outro lado, depois de muitas tentativas e busca
insistente por ser mãe biológica, a enfermeira Simone Noronha, de 39
anos, não desistiu de ter uma criança e abraçou a adoção. E apesar de
ser cada dia mais comum as mulheres engravidarem depois dos 30 anos,
quanto mais tarde, mais difícil do sonho se tornar real.

A empresária Analú se casou aos 30 anos e só depois de quatro anos
engravidou de Maria Clara. “Minha gravidez foi super tranquila. Estava
de seis semanas quando descobri. À princípio foi um susto, um misto de
alegria, medos e receios”, relembrou. Mesmo programando e querendo a
gravidez, quando Analú pegou o resultado do exame e viu escrito positivo
sentiu o peso da responsabilidade. Naquele momento ela soube que não
iria mais cuidar apenas dela. “Fiz todo o acompanhamento de pré-natal
com o médico obstetra e isto ajudou muito, pois a cada consulta ele me
orientava, dava dicas e explicava todas as mudanças que uma gestante
passa. Ele também me tranquilizou em relação à questão da idade e, por
isso, não tive medo nenhum, apesar de saber que quanto mais o tempo
passa, mais problema pode acontecer”, ressaltou.

A mãe de primeira viagem não deixou de lado nem a atividade
física nem a empresa. Ela fez pilates e trabalhou durante todo o
período, até um dia antes de ganhar o bebê.

Os dias da empresária, depois do nascimento de Maria Clara, nunca
mais foram os mesmos. Juntas, elas brincam, dançam, correm e se esquecem
do tempo. “Posso não ser a melhor mãe do mundo, mas faço o possível
para termos o máximo de qualidade no tempo que estamos juntas. E o fim
de semana também é sagrado para nós”, explicou.

Questionada sobre o que é ser mãe, Analú se emocionou, abriu um
sorriso e definiu: “Ser mãe é o meu melhor papel”, completou. E ela
gostou tanto da experiência, que espera no ano que vem dar um irmãozinho
a Maria Clara.

Desejo de ser mãe
Trinta anos e uma decisão – ser mãe. Há três
meses a bióloga Sâmela Vieira, de 30 anos, tenta engravidar. Ela se
dedicou anos ao estudo e a profissão e acredita que o momento de ter um
filho chegou. “Creio que após os 30 anos a mulher tem mais maturidade e
sabedoria para educar uma criança. É uma idade interessante para ser
mãe”, afirmou.
A bióloga e o marido, que são casados há cinco anos,
esperam ansiosos a boa notícia. “Gosto muito de crianças. Quero ter três
filhos, mas meu marido quer apenas dois. Vamos ver o que acontece”,
brincou.
Creio que após os 30 anos a mulher tem mais maturidade e
sabedoria para educar uma criança. É uma idade interessante para ser
mãe”

Se em um ano não conseguir engravidar, Sâmela afirmou que irá
procurar um especialista para auxiliá-la. Caso o sonho biológico não
aconteça, a mulher pensa em adotar uma criança.
Mãe de coração
“Mamãe”
– é assim que a enfermeira Simone Aparecida Noronha de Souza, de 39
anos, sonhava em ser chamada. Ela que se casou aos 18 anos e tentou por
muitas vezes engravidar. Passou por exames e tratamentos dos mais
diversos tipos e preços. “As vezes ficava deprimida por não conseguir
engravidar. Fiz vários tratamentos, porém sem sucesso”, lamentou.
A
enfermeira contou que quando completou oito anos de casada saiu de
Uberlândia e foi trabalhar em um orfanato em Brasília, e lá decidiu que
estava na hora de ser mãe. Simone Aparecida adotou um bebê e fez do
sonho uma realidade. Poliana Lima trouxe vida a uma mulher que vivia na
expectativa. “Sou muito feliz com minha filha. Ela me completa, me faz
ser uma mãe e uma pessoa cada dia melhor”, afirmou.

Gravidez mais madura
Frenquente. É assim que o ginecologista e
obstetra Túlio Tadeu Marcolini define a gravidez depois dos 30 anos de
idade. De acordo com o médico, é cada vez mais comum as mulheres optarem
e desejarem ser mãe nessa fase da vida. “É um momento onde a mulher já
conseguiu uma estabilidade. Ela estudou, investiu na carreira e se sente
preparada pra um próximo passo”, disse.
Ainda segundo o
ginecologista, neste período a mulher já adquiriu maturidade e
equilíbrio para aproveitar e se dedicar aos filhos.

A paciência e a disponibilidade de tempo são outros aspectos
positivos relatados pelo médico. “A gravidez dos 30 aos 40 anos é muito
segura e a mulher já está preparada para ser mãe”, acrescentou.
Mas
apesar de comum, quanto mais o tempo passa, mais a fertilidade diminui.
Na faixa de 20 a 24 anos, a taxa de fertilidade de 86%, cai para 52%
quando a mulher atinge a faixa dos 35 a 39 anos.

Infertilidade
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS),
mais de 60 milhões de pessoas – na faixa dos 18 anos aos 35 anos –
sofrem com algum problema de fertilidade. Na maioria dos casos, de
acordo com o ginecologista e obstetra Túlio Tadeu Marcolini, a
infertilidade pode ser resolvida com medicamentos e cirurgia. Em
situações mais complexas, os tratamentos de reprodução assistida são os
mais indicados. “Se a mulher quer ser mãe e não consegue engravidar ela
deve consultar um especialista para que a situação seja analisada”,
aconselhou.

fonte – g1.com

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